E viva São João na Record!

 

Junho é o mês de comemorarmos as Festas Juninas, ou Festas Joaninas. Uma homenagem do cristianismo ao aniversário de São João Batista (24 de junho). Por isso, as festas que acontecem durante este período receberam este nome; especialmente em homenagem ao Santo.

Com o passar do tempo, a festa de São João brasileira tornou-se típica da Região Nordeste. Por ser uma região árida, o Nordeste agradece anualmente a São João e a São Pedro (29 de junho), pelas chuvas caídas nas lavouras.

Nas cidades do interior do estado, onde festejar o São João é tradição, não faltam programações especiais: grandes nomes da música nordestina, forró pé-de-serra, guerra de espadas, comidas típicas e muita animação.

E a Rede Record do Bispo Edir Macedo irá cobrir todo o evento em suas afiliadas no Nordeste. Embora a religião evangélica não reconheça a santidade conferida pelo catolicismo, santos como Santo Antônio, São João e São Pedro, estarão obrigatoriamente na programação deste mês da TV Record.

A emissora, com estrutura modernizada no jornalismo de sua filial baiana, promete uma ampla cobertura das festas juninas do Nordeste, o principal evento regional deste meio de ano.

Muito estranho, porém corriqueiro. Não é a primeira vez que a emissora do Bispo Edir Macedo sai de suas filosofias para atender “exigências” comerciais. Já houve discussão quanto à cobertura da visita do Papa no Brasil. 

Até onde é necessário sair de sua devoção para satisfazer o cofre?

Isso só eles irão responder. A nós, cabe acompanharmos as festas juninas nordestinas em sua programação de junho.

Coca na Cabeça!

Foram anunciados ontem, dia 30, os resultados do primeiro Prêmio Top of Mind Internet, criado com o objetivo de premiar as marcas mais lembradas pelos usuários da web.
O levantamento foi feito nas cidades de Belo Horizonte, Brasília, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo e Porto Alegre. A margem de erro, para o total da amostra, é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
A vitória mais significativa foi da Coca-Cola, na categoria refrigerante. Ela foi a primeira marca na lembrança de 64% dos entrevistados. Guaraná Antártica e Pepsi apareceram na seqüência com 6% e 2%, respectivamente. A categoria banco registrou um empate entre Itaú (27%) e Bradesco (25%), que deixaram o Banco do Brasil, líder histórico do Top of Mind tradicional, em terceiro (20%).
Outra categoria que apresentou mudanças em relação ao levantamento geral é o de aparelho de telefone celular. Na web a Motorola é a líder com 29%, seguida pela Nokia (23%), posição que se inverte no Top of Mind tradicional. Já a Volkswagen, que lidera no segmento no levantamento geral, divide a liderança na web com a Fiat (19% contra 18%).

Confira os vencedores de cada categoria:

Aparelho de DVD: LG
Aparelho de TV: LG
Computador e assessórios de internet: LG
Aparelho de telefone celular: Motorola
Banco: Itaú e Bradesco
Câmera digital: Sony
Carro: Volkswagen e Fiat
Cartão de crédito: Visa
Cerveja: Skol
Empresa aérea: Gol
Farmácia: Ultrafarma
Geladeira: Brastemp
Lanchonete: McDonald’s
Lingerie: De Millus
Loja online: Submarino e Americanas
Material esportivo: Nike
Operadora de telefone celular: Vivo
Operadora de TV paga: Net
Produtos de beleza: Natura
Refrigerante: Coca-Cola
Serviço público: Receita Federal

Será que estamos mudando nossas cabeças por causa da web?? Certamente que sim! E a pesquisa é prova disso. Quem sabe esse público antecipe tendências?
As empresas terão que tomar cuidado para não serem esquecidas no meio internet. Com as novas edições da pesquisa poderemos analisar qual a velocidade e a dinâmica das mudanças na web.
Para uma precisão de Top of Mind geral, o importante é estar bem relacionado nos dois meios.

Jornalismo x Merchandising

 

A discussão em torno das mesas-redondas sobre o dever de um jornalista, é algo que parece não ter fim. É possível praticar jornalismo, independente da qualidade, exercendo simultaneamente a função de garoto-propaganda? É possível entrevistar um cartola e ao mesmo tempo vender uma lâmina de barbear? Como noticiar que um determinado empresário foi preso por estelionato se minutos antes o jornalista deu um testemunho, no ar, a respeito das qualidades dos produtos da empresa que pertence ao acusado?

Depois de quatro anos, Juca Kfouri deixou o Bola na Rede, da RedeTV!, por se recusar a fazer anúncios testemunhais e merchandising durante o seu programa. Foi imediatamente substituído por Roberto Avallone, recém-demitido da TV Gazeta, onde apresentava o programa Mesa Redonda. Avallone é famoso, entre outros, pelo desprendimento em falar de sapatos, amortecedores, pregos, parafusos e cerveja em meio aos gols da rodada.

Avallone foi substituído no Mesa Redonda por Flávio Prado, que comandou o Cartão Verde, na TV Cultura. Prado, um jornalista conhecido pelo comedimento com que falava de produtos comerciais na televisão, se dispôs a abraçar o merchandising por não ver outra opção no horizonte.

Já o jornalista Milton Neves é hoje, do ponto de vista comercial, o mais bem-sucedido jornalista esportivo brasileiro. Além do programa Terceiro Tempo na Record, ele também é contratado da Rádio Jovem Pan. E ainda, é dono de uma agência de publicidade, chamada Terceiro Tempo. Milton Neves, já é conhecido com “Merchand Neves” por tantos comerciais feitos entres frases e apresentações durante o programa.

A confusão entre jornalismo e publicidade atingiu tal ponto nos programas esportivos que a MTV brasileira criou uma atração destinada a parodiar a situação. Rock & Gol, apresentado por Paulo Bonfá e Marco Bianchi, ri dos trejeitos dos “apresentadores-camelôs” e da própria noção de merchandising.

A visão oposta a essa é a da separação clara entre o que é jornalismo e o que é publicidade. É a posição que, além de Juca Kfouri, adotam publicamente figuras como Armando Nogueira, Jorge Kajuru e José Trajano.

Trajano teme que os jornalistas que se posicionam contra o merchandising e contra a postura de Milton Neves e companhia estejam ficando em minoria. E faz um alerta com o qual se pretende encerrar esse capítulo da história: “Eu tenho medo de que isso se alastre cada vez mais e que as novas gerações achem normal, já saiam da faculdade tendo como referência esse tipo de coisa.”

Também é a posição que defende o ex-jogador, médico e hoje analista de futebol Tostão, colunista da Folha de S.Paulo, e Heródoto Barbeiro, respeitado jornalista da Rádio CBN.

Vale registrar que, no mundo do rádio, a confusão entre jornalismo e publicidade parece ainda maior do que na televisão. E não apenas no segmento do jornalismo esportivo. Jornalistas de outras áreas também fazem testemunhal, publicidade, e falam o slogan do patrocinador. Há até casos em que os âncoras vendem publicidade e a manutenção do programa no ar depende da venda de anúncios para o horário.

Um caso peculiar nessa disputa é o da Rede Globo. A emissora tem adotado posições ambivalentes sobre o assunto. Na questão do merchandising em programas jornalísticos ou praticado por jornalistas, a política é clara. “É norma da casa. Não pode participar”, diz Luís Erlanger, diretor de Central Globo de Comunicação.

Porém, há exceções à regra. Galvão Bueno e Arnaldo Cezar Coelho já fizeram merchandising explícito para um restaurante, em São Paulo, durante o programa Bem Amigos, no canal pago SporTV, da Globo.

Como vemos, está cada vez mais difícil, no sentido financeiro, não conciliar jornalismo esportivo com a propaganda. Todos querem (e precisam) ganhar um trocado a mais. No país que vivemos, é impossível não pensar no dinheiro (infelizmente). O importante é ter bom senso, e analisar onde cabe, ou não uma inserção publicitária. Em programas esportivos, com debates, já virou tradição. E é um importante canal para as empresas anunciantes. O medo está nos telejornais. Realmente seria estranhíssimo ver o William Bonner fazendo um anúncio de ternos executivos.

Novo Hit do Verão

Você já ouviu o novo sucesso, a música "Vai tomar no c#"?
Se ainda não teve esse prazer, você anda trabalhando demais, ou vive em planeta bem distante...
Afinal, como uma "música" como essa conseguiu todo o "sucesso"?? Ela simplesmente não sai da minha cabeça.. (que maravilha, né?!)!
Seria pela gostosa melodia? Pela mirabolante performance da vocalista? Pelo gostinho de soltar um "palavrão"?! Ou pela sensação de desabafo?
Fico com a última opção. Parece que cantando a música nos sentimos mais leves, mais justiçados... Será que todos nós estamos de saco cheio de algo? 
O pior foi a cantora ter que fazer algo desse tipo para poder então ser reconhecida. Será que é uma mensagem específica? Ao sistema que vivemos? Às gravadoras?
Bom, prefiro acreditar que foi apenas por diversão.

Então aqui está! Com vocês o novo hit do verão: Vai tomar no c#!

 http://www.youtube.com/watch?v=dHpSCHxb780 

Ouça e delicie-se!

"As crianças não matarão a mídia TV"

 
Afirmação foi feita por Victor Kong, da Nicklodeon, durante palestra 'Web Rush! Crianças vivem, respiram e se divertem online. Como estamos ganhando a confiança e mantendo-as conectadas?'

"Há três anos as crianças utilizavam a internet para fazer pesquisas escolares e para participar de chat. Atualmente, além dessas funções, elas a usam para jogar e se sociabilizar. E no futuro, assistirão vídeos? Farão sua própria programação?
“Já ouvimos sobre o Fotolog e o Youtube, mas são conteúdos produzidos por grandes empresas de mídia. As crianças não se tornarão pequenos programadores, elas não matarão a TV”, disse Victor Kong, da Nicklodeon, respondendo seus questionamentos iniciais de sua palestra.
Para ele, o conteúdo gerado pelo público representa o futuro, mas o uso da TV continua crescendo. “Será que o meio digital irá substituir a experiência de assistir uma atração pela TV? Não. Creio que ele vai criar um ambiente em volta”, opinou. O profissional citou como exemplos ações desenvolvidas para prender a atenção do público online, baseadas em quatro áreas: comunidades, vídeos, jogos e personalização.
Um grande exemplo é o Neopets,
site de animais de estimação virtuais. Nele, o usuário cria seu animal de estimação personalizado e vive aventuras em mundos virtuais. Existem mais de 100 jogos especiais disponíveis e, mensalmente, 109 milhões de games são jogados. Apenas no Brasil existem cerca de 500 mil pessoas cadastradas.
O espaço tem até uma modalidade de publicidade própria, registrada como immersive advertising, que embute as mensagens dos patrocinadores em meio às funcionalidades do site. Na lista de anunciantes do portal estão empresas como Fox, Disney e McDonald´s. A rede de fast food, por exemplo, tem uma loja dentro do site para vender alimento aos bichos virtuais."

Percebe-se que grandes anunciantes fazem parte dessa nova era digital: a de "digitalizar-se".
Ninguém quer ficar de fora. Todos querem estar junto a você, mesmo dentro do computador.

Agora é Google, mermão!

O Google é a marca mais poderosa do mundo, segundo pesquisa BrandZ, da Millward Brown. Está avaliada em U$ 66,4 bilhoes, com base em sua performance financeira e popularidade com os consumidores. Roubou a liderança do ranking que pertencia no ano passado à Microsoft, que caiu para 3o. Veja as 10 primeiras na lista abaixo, com o valor em bilhoes de dolares e a variaçao da valorizaçao em 1 ano.

TOP 10

Google, 66,4 (77%)
GE 61,8 (11%)
Microsoft 54,9 (-11%)
Coca-Cola 44,1 (7%)
China Mobile 41,2 (5%)
Marlboro 39,1 (2%)
Wal-Mart 36,8 (-2%)
Citi 33,7 (9%)
IBM 33,5 (-7%)
Toyota 33,4 (11%)
 
Como vimos, agora é um site que roubou a liderança e as cabeças das pessoas. Impresssionante!
Uma coisa "abstrata", que não vemos, não sentimos. Ninguém compra um Google e coloca no criado-mudo.
Como uma ferramenta se transforma na marca mais poderosa do mundo?!
Daria uma boa discussão (no bom sentido)...
Reeducando o mercado?
Para Eduardo Bicudo, clientes ainda privilegiam as mídias tradicionais
 
No painel nacional “Migrando audiência e anunciantes: Como a mídia está administrando isso?”, durante o Proxxima 2007, o publicitário Eduardo Bicudo, presidente da Wunderman, afirmou que o mercado brasileiro ainda está focado nas mídias tradicionais, como TV, rádio, jornais e revistas. “O que temos demonstrado aos nossos clientes é que há outros caminhos que também dão resultado”, afirma.
Ele comenta ainda que há uma série de ferramentas novas, a maioria delas provenientes do mundo digital, e que há a necessidade de reeducar o mercado em relação às estratégias de comunicação utilizadas. “Por isso a importância desse evento, pois fomenta a discussão desse novo marketing”.
 
Como vemos, a mídia internet cresce e muito. O mundo está mesmo sendo direcionado para este novo meio. "Barata" (em relação às outras mídias) e precisa, a propagando no meio digital é a bola da vez.
Quando que os nossos políticos descobrirão essa nova ferramenta? Imagne... spam's de políticos?! Era só o que faltava!
Ufa! Saiu!
Finalmente surge meu humilde bloguizinho... Tão bonitinho...
Criei este espaço mais precisamente para ganhar uma notinha na minha Pós em Marketing, na disciplina de Mídia e Poder.
Mas você que não pertence a este nicho, fique à vontade e desfrute um pouquinho mais sobre minha vida.
Um grande abraço.
 
Rodrigo Nhan Silveira
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